Juízes participam de consulta pública para opinar sobre cursos da Esmal em 2019

Nesta segunda-feira (10), magistrados se reuniram na sede da Escola Superior da Magistratura (Esmal) para contribuir com ideias de cursos que possam ser incluídos no calendário de atividades do próximo ano. A ocasião, os juízes também conheceram melhor o programa de Residência Jurídica da Esmal e se ofereceram para atuar como orientadores de estudantes do curso integrado de pós-graduação em Direito Processual promovido pela Escola.

A reunião foi conduzida pelo juiz Alberto Jorge Correia de Barros Lima, coordenador geral de cursos da Esmal. Para ele, a consulta pública democratiza o processo de planejamento institucional, ao mesmo tempo que oxigena as ideias sobre o futuro das capacitações.

O juiz Geneir Carvalho Filho, que atua na 2ª Vara de Palmeira dos índios, compareceu ao encontro e elogiou a iniciativa da Esmal. Segundo ele, aperfeiçoamentos sobre Processo Civil, juros e correção monetária, execução fiscal e prática do tribunal do júri são algumas das grandes demandas dos magistrados.

“Esse encontro demonstra que a escola está aberta para que os destinatários dos cursos digam o que de fato precisam para uma melhor atuação em suas rotinas forenses”, observou o magistrado, que também é vice-presidente de juízes do interior e agregação da Associação Alagoana de Magistrados (Almagis).

No dia 24 de setembro será a vez de os servidores do Judiciário participarem das consultas públicas, que acontecerão em dois horários. A primeira, às 10h, será na sede do Tribunal de Justiça e a segunda, às 15h, acontecerá no Fórum da Capital.

Apoio ao juiz

Sobre a Residência Jurídica, o coordenador Alberto Jorge explicou que ela faz com que o estudante de pós-graduação tenha contato direto com o Poder Judiciário e aprenda na prática aquilo que está conhecendo em teoria durante o curso integrado. “Para os juízes, também é essencial por se tratar de uma contribuição a mais, e extremamente qualificada, no seu trabalho diário”, disse.

Por meio do programa, os estudantes da pós-graduação integrada com preparação para concursos da magistratura estadual irão desempenhar atividades práticas na unidade, como pesquisas jurídicas relativas a processos em tramitação, elaboração de relatórios para fundamentação de atos judiciais, redação de minutas de informações, despachos e decisões, além de análise de petições e atuação como conciliadores em mutirões. O período poderá ser aproveitado por eles como tempo de prática jurídica em processos seletivos.

Ascom – 12/09/2018