Ações religiosas renovam esperança no sistema prisional de Alagoas

A promoção da saúde, da educação e do trabalho são vetores que impactam positivamente na gestão prisional alagoana. Entretanto, além dessas diretrizes ressocializadoras, uma ação tem sido cada vez mais impulsionada nos presídios. Trata-se da liberdade de culto entre os apenados por meio da assistência religiosa.

As iniciativas religiosas, previstas na Lei de Execução Penal, têm sido fomentadas pela Secretaria da Ressocialização e Inclusão Social (Seris) com o apoio de instituições religiosas. A Igreja Universal do Reino de Deus atua há 14 anos nos presídios alagoanos, com palestras e ações lúdicas para os internos, visitantes e servidores.

Entre abril e maio deste ano, uma iniciativa tem sido levada aos apenados. Trata-se de um momento de adoração com a exibição do filme “Nada a Perder – Contra tudo, por todos”, uma cinebiografia do bispo Edir Macedo, fundador e líder espiritual da Universal. A intenção é contemplar os quase 5 mil internos que cumprem pena em Alagoas, além dos servidores.

O pastor da Igreja Universal do Reino de Deus, Daniel Oliveira, afirma que o objetivo da instituição religiosa é contribuir com o processo de ressocialização. “Nos presídios temos pessoas que cometeram vários tipos de delitos, mas que, cedo ou tarde, retornarão para o convívio social. Por isso, é fundamental que tenha consciência dos seus atos e disseminem bons valores”, disse.

“A forma como os internos irão sair das unidades prisionais é um problema coletivo. Pensando nisso, a Igreja procura trabalhar com o  bem-estar espiritual e equilíbrio aos reeducandos e servidores. Agradecemos a Seris por todo o apoio nas ações desenvolvidas. É especial perceber no sorriso dos participantes a alegria e a gratidão pelo momento”, afirmou o pastor.

Thalisson Jefferson há quatro anos não assistia um filme em cartaz no cinema. O custodiado afirma que a fé é uma aliada no cumprimento da pena.  “O filme mostra  que não há nada melhor que ter paz no coração. Precisamos mudar para melhor e Deus contribui de forma determinante”, explicou o apenado que retomou os estudos no sistema prisional e quer fazer faculdade de Direito.

Ascom – 03/05/2018